...

Gota de luz dourada, ponto ínfimo, esvoaçando junto ás estrelas na imensidão do Universo, de constelações em galaxias, de sonhos em emoções, de fantasias em imaginação ...


Goutte de lumière dorée, point infime, virevoltant avec les étoiles dans l'immensité de l'Univers,de contellations en galaxies, de rêves en émotions, de fantaisies vers l'imagination ...






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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

SPLASHHH...........- a laranja



30x40 - óleo sobre tela - huile sur toile


Splashhh ...

Fatia de limão
splahhh...
Festa de Verão
Splashhh...
Gosto de emoção
Splahhh...
Frescura de degustação
Splashhh...

Caroll Lynn

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Lotus - Noite de outono- la nuit d'automne

La nuit d'automne
 
La lune d'automne luit dans l'eau limpide.
Sur le lac du sud, je cueille des fleurs de lotus
Elles se dressent dans leurs blancheurs comme si elles voulaient me parler.
L'homme dans la barque est plongé dans une grande tristesse.
 
Li Po (poète romantique de la dinastie Tang)




Noite de outono
A noite do Outono luze nas águas límpidas.
Sobre o lago do sul, colho flores de lotus
Elas erguem-se na sua brancura como se quisessent falar-me.
O homem no barco está mergulhado numa grande tristeza.
 

Li Po ( poeta romântico da dinastia Tang)


sábado, 20 de outubro de 2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Ociosidade sagrada

                                         Ociosidade Sagrada - 100x60 - oloeo sobre tela - 2010


O trabalho nem sempre é exigido aõ homem
Há algo que se chama Ociosidade sagrada,
Que é, hoje em dia,
Terrivelmente negligenciado.


Geoge Mc Donald (1824-1905)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

PAZ





154 – As ilhas (a-b) – 2 de 60x100 – 2010 – óleo sobre tela
 
Sobre os cumes de todas as montanhas,
Há paz.
Sobre o topo de todas as arvores,
Percebe-se, vago,
Um sopro.
As avezitas da floresta estão silenciosas.
Espera: em breve, também tu terás paz.
Goethe (1749 -1832)



 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Olha bem!


Olha Bem

Olha bem para este dia ! pois é a vida,
A verdadeira vida da vida.
É breve, pois contem toda a variedade e realidade da existência:
A bênção do crescimento, a gloria da acção
O esplendor do belo
Pois o ontem é já sonho
E amanha apenas visão,
Mas hoje,bem vivido
Faz de todo o ontem um sonho de felicidade
E de cada manha uma visão de esperança. olha bem, por isso, para este dia
Tal é a saudação da manha.

(Sanscrito)

Olhares - 50x70 - 2009 - oleo sobre tela


domingo, 12 de junho de 2011

Paraiso dos sonhos



Paraíso dos sonhos - 60x100 - Óleo sobre tela - 2009




Sans mors, sans éperons, sans bride,

Partons a cheval sur le vin

Pour un ciel féerique et divin

Nous fuirons sans repos ni trèves

Vers le paradis de mes rêves.



Charles Baudelaire

In "les fleurs du mal"



Sem freio, sem esporas, sem rédeas,

Partimos a cavalo sobre o vinho,

Para um céu mágico e divino

Fugiremos sem descanso, sem tréguas

para o paraíso dos meus sonhos.




Charles Baudelaire

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Música

Tango - 50x70 - óleo sobre tela - 2009




A dança é uma das formas mais perfeita de comunicação com a infinita inteligência.


Paulo Coelho



La danse est l'une des formes les plus parfaites de communication avec l'intelligence infinie


Paulo Coelho

quarta-feira, 4 de maio de 2011

As rosas

151- Douceur de Roses

90x60 - oleo sobre tela - 2008



As rosas



Rosas que desabrochais,

como os primeiros amores,

Aos suaves resplendores

Matinais;



Em vão ostentais, em vão,

A vossa graça suprema;

De pouco vale; e a diadema

Da ilusão.



Em vão encheis de aroma o ar da tarde;

Em vão abris o seio humido e fresco

Do sol nascente aos beijos amorosos;

em vão ornais a fronte a meiga virgem;

Em vão, como penhor de puro afeto,

como um elo das almas,

Passais do seio amante ao seio amante;

La bate a hora infausta

Em que é força morrer, as folhas lindas

Perdem o vicio da manha primeira,

As graças e o perfume.

Rosas que sois então? restos perdidos.

Folhas mortas que o tempo esquece e espalha

brisa do inverno ou mão indiferente.



tal é o vosso destino,

Ó filhas da natureza;

Em que vos pese a beleza,

Pereceis;



Mas, não... se a mão de um poeta

vos cultiva agora, ó rosas,

Mais vivas, mais jubilosas

Florescereis.



Machado de Assis (1839 - 1908)

in "Crisalidas"

sábado, 2 de abril de 2011

Sopro da Primavera- Souffle de Printemps

Sopro da Primavera - 65x85 - óleo sobre tela - 2008




Sur le talus du fossé;

De belles fleurs baignent leurs pieds

Dans une eau dormante et verte.



Honoré de Balzac

in "les paysans"




Na valeta do taludo;

Lindas flores banham seus pés

numa agua dormente e verde.



Honoré de Balzac

in "les paysans"




sábado, 26 de março de 2011

Consciência e Luz - Conscience et Lumière

Consciência e Luz - 95x75 - Óleo sobre tela - 2010

A Conciência é a Luz da Inteligencia pra distinguir o bem do mal.
Confucius
La Conscience est la Lumière de l'intelligence pour distinguer le bien du mal.
Confucius

sábado, 26 de fevereiro de 2011

La grenouille - a rã

la grenouille - 30x40 - Óleo sobre tela - 2006
La grenouille
Assise sur un nenuphar
Plus verte feuille du printemps
Elle chante à la lune bleue,
Et son chant crâquete et sautille
d'étangs d'argent en mares d'or.
Vette de Fonclaire (in "la grenouille")
A rã
Sentada num nenúfar
Mais verde que a folha da Primavera
Ela canta na lua azul,
E seu canto crepita e saltita
De lagos de prata em charcos de ouro.
Vette de Fonclaire (in "la grenouille)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Prends cette rose - Leva esta rosa

Coração de rosa - 50x60 - oleo sobre tela - 2007
Prends cette Rose
Prends cette rose aimable comme toi
Qui sert de rose aux roses les plus belles,
Qui sert de fleur aux fleurs les plus nouvelles
Dont la senteur me ravit tout de moi.
Prends cette rose et ensemble reçois
Dedans ton sein mon coeur n'a point d'ailes
Il est constant et cent plaies cruelles
N'ont empèché qu'il ne gardât sa joie.
La rose et moi differons d'une chose;
Un soleil voit naitre et mourir la rose
Milles soleils ont vu naître m'amour
Dont l'action jamais ne se repose
Qui plût a Dieu que telle Amour enclose
Comme une fleur, ne m'êut duré qu'un jour.
Pierre de Ronsard - (1523 - 1585)

Leva esta rosa
Leva esta rosa amavél como tu,
Que serve de rosa as rosas mais lindas,
Que serve de flor as flores mais recentes
cujo cheiro me agrada por inteiro.
Leva esta rosa e junto recebe
No teu seio, meu coração seem asas,
Eles está constante e nem as cem feridas cruéis
nunca deixaram que não guardasse sua alegria.
A rosa e eu somos diferentes numa coisa
Um sol vê nascer e morrer a rosa
Mille sois viram nascer meu amor,
Cuja a acção nunca descança,
Que agrada a Deus que tal amor aberto
Como uma flor, só dura um dia.
Pierre de Ronsard (1523-1585)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A hora das estrelas - L'heure des étoiles

Estrelas - 50X70 - Óleo sobre Tela - 2007
L' heure des étoiles
A l' heure où les étoiles
Frissonnant sous leurs voiles,
Brodent le ciel changeant
De fleurs d'argent.
Théodore de Banville
A hora das estrelas
Naquela hora quando as estrelas
Estremecendo sob seus véus
bordem o céu mudável
com flores de prata.
Théodore de banville

domingo, 30 de janeiro de 2011

As rosas

Coração de rosa - 50x60 - óleo sobre tela - 2008
As rosas
Quando á noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.
Sofia de Melo Breyner Andresen

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Lenda das Amendoeiras

Flor de amendoeira - 50x70 - oleo sobre tela - 2007



Há muito tempo, antes da independência de Portugal, quando o Algarve pertencia aos árabes, havia ali um rei mouro que desposara uma rapariga do norte da Europa, à qual davam o nome de Gilda.


Era encantadora essa criatura, a quem todos chamavam a Bela do Norte, e por isso não admira que o rei, de tez cobreada, tão bravo e audaz na guerra, a quisesse para rainha.

Apesar das festas que houve nessa ocasião, uma enorme tristeza se apoderou de Gilda. Nem os mais ricos presentes do esposo faziam nascer um sorriso naqueles lábios agora descorados: a "Bela do Norte" tinha saudades da sua terra.

O rei conseguiu, enfim, um dia, que Gilda, em pranto e soluços, lhe confessasse que toda a sua tristeza era devida a não ver os campos cobertos de neve, como na sua terra.

O grande temor de perder a esposa amada sugeriu, então, ao rei uma boa ideia. Deu ordem para que em todo o Algarve se fizessem plantações de amendoeiras, e no princípio da Primavera, já elas estavam todas cobertas de flores.

O bom rei, antevendo a alegria que Gilda havia de sentir, disse-lhe:

- Gilda, vinde comigo à varanda da torre mais alta do castelo e contemplareis um espectáculo encantador!

Logo que chegou ao alto da torre, a rainha bateu palmas e soltou gritos de alegria ao ver todas as terras cobertas por um manto branco, que julgou ser neve.

- Vede - disse-lhe o rei sorrindo - como Alá é amável convosco. Os vossos desejos estão cumpridos!

A rainha ficou tão contente que dentro em pouco estava completamente curada.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Amendoeiras - Amandier

Amendoeira em Flor - 65x80 - Óleo sobre tela - 2007
La branche d'amandier
De l'amandier tige fleurie,
Symbole, hélas! de la bauté,
Comme toi, la fleur de la vie
Fleurit et tombe avant l'été.
Qu'on la néglige ou qu'on la cueille,
de nos fronts, des mains de l'Amour,
Elle s'échappe feuille à feuille,
Comme nos plaisirs jour à jour!
Savourons ces courtes délices;
Disputons-les même au zêphyr,
Épuisons les riants calices
De ces parfums qui vont mourir.
Souvent la beauté fugitive
Ressemble à la fleur du matin,
Qui, du front glacé du convive,
Tombe avant l'heure du festin.
Un jour tombe, un autre se lève;
Le printemps va s'évanouir;
Chaque fleur que le vent enlève
nous dit: Hâtez-vous de jouir.
Et puisqu'il faut qu'elles périssent,
qu'elles périssent sans retour!
que ces roses ne se flétrissent
Que sous les lèvres de l'amour!
Alfonse de Lamartine (1790-1869)

sábado, 8 de janeiro de 2011

A lenda da Rosa Azul

Rosas azuis - 95x75 - Óleo sobre tela - 2010


No Mosteiro da Cartuxa, no Buçaco, em Portugal, vivia,
em séculos que já se foram,
um piedoso e santo monge, cuja vida se consumia, inteira,
entre a oração e as rosas.
Jardineiro da alma e das flores, passava ele as manhãs de joelho,
no silencio da nave, aos pés de um Cristo crucificado, e as tardes, no pequeno jardim da ordem,
curvado diante das roseiras, que ele proprio plantava e regava.
A sua paciência de jardineiro era absorvida, entretanto,
por uma ideia, que era um sonho:
encontrar a Rosa Azul das lendas do Oriente, de que tivera noticia, uma noite,
ao ler os poemas latinos dos velhos monges medievais.
Para isso, casava ele as sementes, os brotes, fundia os enxertos,
combinando as terras, com que as cobria, e as águas com que regava,
esperando, ansioso, e aparecimento, no topo da haste,
do sonhado botão azul!


Ao fim de setenta anos de experiência e sonhos, em que se lhe misturavam na imaginação as chagas vermelhas de Cristo e as manchas celestes da sua rosa encantada, surgiu , afinal, no coroamento de um galho de roseira,
um botão azul como o céu.
Centenário e curvado, o velhinho não resistiu à emoção, e, conduzido à cela,
ajoelhou-se diante do crucificado, pedindo-lhe, entre soluços pungentes,
que como prémio à santidade da sua vida,
não lhe cerrasse os olhos sem que eles vissem,contentes,
o desabrochar da sua Rosa Azul.

Em volta do santo velhinho, no catre do mosteiro, todos choravam compungidos. E foi então, que, divulgada de boca em boca, foi a noticia ter a um convento das proximidades, onde jazia, orando e sonhando, uma linda infanta de Portugal.
Moça e formosa, e, além de formosa e moça, fidalga e portuguesa,
compreendeu a pequenina freira, no jardim do seu sonho, o valor daquela ilusão, e correu à sua cela, consumindo toda uma noite a fazer,
com os seus dedos de neve,
uma viçosa flor de seda azul que perfumou,ela própria com essência de gerânio.
E no dia seguinte, pela manhã, morria no seu catre,
sorrindo entre as lágrimas de alegria,
por ter nas mãos tremulas, por um milagre do céu,
a sua Rosa Azul!


Humberto de Campos

in "A Serpentr de Bronze"





segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Boas Festas - Bonnes Fêtes

Amor adormecido - 40x50 - óleo sobre tela - 2006

Um Santo Natal
e
Um Ano Novo de 2011 cheio de Paz
Amor
Saúde
Felicidade
e
Sabedoria
***
Joyeux Noël
et
Que l'Année 2011 vous soit de paix
Amour
Santé
Joie
et
Sagesse

sábado, 11 de dezembro de 2010

Lotus roses - 100x50 - Óleo sobre tela - 2008
A noite embarcava sobre o lago conduzindo só o meu barco, no meio dos juncos e das largas folhas flutuantes dos nenúfares, aí reuniam-se as andorinhas prontas a deixar os nossos climas.
Chateaubriand
in "Mémoire d'outre-tombes" (1848)
Le soir je m'embarquais sur l'étang, conduisant seul mon bateau au milieu des joncs et des larges feuilles flottantes du nenuphar, la se réunissaient les hirondelles prètes a quitter nos climats .
Chateaubriand
in "Mémoire d'outre-tombes" (1848)