...

Gota de luz dourada, ponto ínfimo, esvoaçando junto ás estrelas na imensidão do Universo, de constelações em galaxias, de sonhos em emoções, de fantasias em imaginação ...


Goutte de lumière dorée, point infime, virevoltant avec les étoiles dans l'immensité de l'Univers,de contellations en galaxies, de rêves en émotions, de fantaisies vers l'imagination ...






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sábado, 14 de maio de 2011

Rose time

Rose time - 55x65 - oleo sobre tela 2011


Oh ! esta é a alegria da rosa :

floresce

e desaparece


Willa Cather (1873-1947)

in "In rose time"

domingo, 8 de maio de 2011

Ramo de Rosas

Ramo de rosas


90x40 - oleo sobre tela - huile sur toile


quarta-feira, 4 de maio de 2011

As rosas

151- Douceur de Roses

90x60 - oleo sobre tela - 2008



As rosas



Rosas que desabrochais,

como os primeiros amores,

Aos suaves resplendores

Matinais;



Em vão ostentais, em vão,

A vossa graça suprema;

De pouco vale; e a diadema

Da ilusão.



Em vão encheis de aroma o ar da tarde;

Em vão abris o seio humido e fresco

Do sol nascente aos beijos amorosos;

em vão ornais a fronte a meiga virgem;

Em vão, como penhor de puro afeto,

como um elo das almas,

Passais do seio amante ao seio amante;

La bate a hora infausta

Em que é força morrer, as folhas lindas

Perdem o vicio da manha primeira,

As graças e o perfume.

Rosas que sois então? restos perdidos.

Folhas mortas que o tempo esquece e espalha

brisa do inverno ou mão indiferente.



tal é o vosso destino,

Ó filhas da natureza;

Em que vos pese a beleza,

Pereceis;



Mas, não... se a mão de um poeta

vos cultiva agora, ó rosas,

Mais vivas, mais jubilosas

Florescereis.



Machado de Assis (1839 - 1908)

in "Crisalidas"

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Rosa Vermelha

Fogo de amor - 65x80 - óleo sobre tela - 2007




A rosa vermelha




A rosa vermelha

Semelha

Beleza de moça vaidosa, indiscreta.

As rosas são vertigens

Palpitam,

Se agitam

E murcham das salas na febre inquieta.




Mas ai! Quem não sonha num trêmulo anseio

Prendê-las no seio

Saudoso poeta. (...)




Castro Alves (1847-1871)




domingo, 13 de fevereiro de 2011

Prends cette rose - Leva esta rosa

Coração de rosa - 50x60 - oleo sobre tela - 2007
Prends cette Rose
Prends cette rose aimable comme toi
Qui sert de rose aux roses les plus belles,
Qui sert de fleur aux fleurs les plus nouvelles
Dont la senteur me ravit tout de moi.
Prends cette rose et ensemble reçois
Dedans ton sein mon coeur n'a point d'ailes
Il est constant et cent plaies cruelles
N'ont empèché qu'il ne gardât sa joie.
La rose et moi differons d'une chose;
Un soleil voit naitre et mourir la rose
Milles soleils ont vu naître m'amour
Dont l'action jamais ne se repose
Qui plût a Dieu que telle Amour enclose
Comme une fleur, ne m'êut duré qu'un jour.
Pierre de Ronsard - (1523 - 1585)

Leva esta rosa
Leva esta rosa amavél como tu,
Que serve de rosa as rosas mais lindas,
Que serve de flor as flores mais recentes
cujo cheiro me agrada por inteiro.
Leva esta rosa e junto recebe
No teu seio, meu coração seem asas,
Eles está constante e nem as cem feridas cruéis
nunca deixaram que não guardasse sua alegria.
A rosa e eu somos diferentes numa coisa
Um sol vê nascer e morrer a rosa
Mille sois viram nascer meu amor,
Cuja a acção nunca descança,
Que agrada a Deus que tal amor aberto
Como uma flor, só dura um dia.
Pierre de Ronsard (1523-1585)

domingo, 30 de janeiro de 2011

As rosas

Coração de rosa - 50x60 - óleo sobre tela - 2008
As rosas
Quando á noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.
Sofia de Melo Breyner Andresen

sábado, 8 de janeiro de 2011

A lenda da Rosa Azul

Rosas azuis - 95x75 - Óleo sobre tela - 2010


No Mosteiro da Cartuxa, no Buçaco, em Portugal, vivia,
em séculos que já se foram,
um piedoso e santo monge, cuja vida se consumia, inteira,
entre a oração e as rosas.
Jardineiro da alma e das flores, passava ele as manhãs de joelho,
no silencio da nave, aos pés de um Cristo crucificado, e as tardes, no pequeno jardim da ordem,
curvado diante das roseiras, que ele proprio plantava e regava.
A sua paciência de jardineiro era absorvida, entretanto,
por uma ideia, que era um sonho:
encontrar a Rosa Azul das lendas do Oriente, de que tivera noticia, uma noite,
ao ler os poemas latinos dos velhos monges medievais.
Para isso, casava ele as sementes, os brotes, fundia os enxertos,
combinando as terras, com que as cobria, e as águas com que regava,
esperando, ansioso, e aparecimento, no topo da haste,
do sonhado botão azul!


Ao fim de setenta anos de experiência e sonhos, em que se lhe misturavam na imaginação as chagas vermelhas de Cristo e as manchas celestes da sua rosa encantada, surgiu , afinal, no coroamento de um galho de roseira,
um botão azul como o céu.
Centenário e curvado, o velhinho não resistiu à emoção, e, conduzido à cela,
ajoelhou-se diante do crucificado, pedindo-lhe, entre soluços pungentes,
que como prémio à santidade da sua vida,
não lhe cerrasse os olhos sem que eles vissem,contentes,
o desabrochar da sua Rosa Azul.

Em volta do santo velhinho, no catre do mosteiro, todos choravam compungidos. E foi então, que, divulgada de boca em boca, foi a noticia ter a um convento das proximidades, onde jazia, orando e sonhando, uma linda infanta de Portugal.
Moça e formosa, e, além de formosa e moça, fidalga e portuguesa,
compreendeu a pequenina freira, no jardim do seu sonho, o valor daquela ilusão, e correu à sua cela, consumindo toda uma noite a fazer,
com os seus dedos de neve,
uma viçosa flor de seda azul que perfumou,ela própria com essência de gerânio.
E no dia seguinte, pela manhã, morria no seu catre,
sorrindo entre as lágrimas de alegria,
por ter nas mãos tremulas, por um milagre do céu,
a sua Rosa Azul!


Humberto de Campos

in "A Serpentr de Bronze"





sábado, 4 de dezembro de 2010

Rosas brancas - Roses Blanches




















Rosas brancas - 3x (55x65) - 2008

Oleo sobre tela






























Folhas de rosa




Todas as prendas que me deste, um dia,

Guardei-as, meu encanto, quase a medo,

E quando a noite espreita o pôr-do-sol,

eu vou falar com elas em segredo ...




E falo-lhes de amores e de ilusões,

Choro o rio com elas, mansamente...

Pouco a pouco o perfume do outrora
Flutua em volta delas, docemente ...




Pelo copinho de cristal e prata

bebo uma saudade estranha e infinita

Uma saudade imensa e infinita

Que, triste, me deslumbra e me embriaga.




O espelho de prata cinzelada,

A doce oferta que eu amava tanto,

Que reflectia outrora tantos risos,

E agora reflecte apenas pranto,




E o colar de pedras preciosas,

De lágrimas e estrelas constelado,

Resumem em seus brilhos o que tenho

De vago e de feliz no meu passado...




Mas de todas as prendas, a mais rara,

Aquela que mais fala à fantasia,

São as folhas daquela rosa branca

Que a meus pés desfolhastes, aquele dia...




Florbella espanca









domingo, 7 de novembro de 2010

A lenda da Rosa - La legende de la Rose


Parfum de printemps - 3x (90x60) - Oleo sobre tela - 2009

Conta a lenda que a rosa foi criada por Clóris, a Deusa grega das flores, a partir de um corpo sem vida de uma ninfa que encontrou certo dia numa clareira de um bosque.
Clóris pediu ajuda: Afrodite, Deusa do Amor, concedeu á flor a beleza. Diosnísio, Deus do vinho, ofereceu o seu néctar para lhe proporcinar um perfume doce. As Três Graças deram-lhe o encanto, o esplendor e a elegância. Depois Zéfiro, o vento do oeste afastou as nuvens para que Apolo, o Deus Sol pudesse brilhar a fazer florescer a planta.
Desta forma, a Rosa nasceu e foi logo coroada "Rainha das Flores".


La légende raconte que la Rose fut crée par Cloris, Déèsse grecque des fleurs, a partir du corps sans vie d'une nymphe qu'elle trouva un jour dans la clairière d'un bois.
Cloris demanda de l'aide: Afrodite, la Déèsse de l'Amour, lui accorda la beauté. Dionisos, Dieu du vin, offri son nectar afin de lui prortionner un doux parfum. Les Trois Grâces lui donnaîrent le charme, la splendeur et l'élégance. Ensuite Zéfire, le vent de l'ouest, sépara les nuages de son souffle afin qu'Apolon, Dieu Soleil, puisse briller et faire fleurir la plante.
C'est ainsi que naquit la Rose qui fut immediatement couronnée "Reine des Fleurs".

sábado, 9 de outubro de 2010

Simplicidade - Simplicité

Simplicidade - 60x80 - Óleo sobre tela -2007
L'homme ne sera adulte que le jour ou son cerveau pourra contenir dans sa plénitude et dans sa simplicité la notion Divine.
Victor Hugo
O homem só se tornará adulto no dia em que seu cérebro poderá conter na sua plenitude e na simplicidade a noção do Divino.
Victor Hugo

domingo, 22 de agosto de 2010

Orvalho nas rosas - Rosée sur les roses

Orvalho nas rosas - 3 de 45x55 - 2007
óleo sobre tela - huile sur toile




sexta-feira, 18 de junho de 2010

Coração de Flor

Coração de flor - 50 x60 - Óleo sobre tela - huile sur toile

Coração de Flor

Uma Flor
Esplêndida
Beleza do Universo
Flor
Linda
Coração perfeito
Flor
Perfumada
Com brilho Único
Flor
Perfeita
Para encantar o Poeta.

Henrique Duarte







quinta-feira, 17 de junho de 2010

Felicidade

Botões de Rosa - 50 x 70
Óleo sobre tela - Huile sur toile




Ninguém é responsável pela tua felicidade excepto tu.
Personne n'est responsable de ton bonheur sauf toi.
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